quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Conversão. Cenário ideal.

À medida que fui convivendo com minha nova família, ia tomando conhecimento sobre muitas coisas que ainda não haviam ocorrido em minha vida e tão pouco eu imaginava poder existir.
Percebi o que realmente uma família faz como ela existe e as atribuições de cada um.
Vou tentar descrever um pouco como foi:

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Assim que chegamos de Floripa, meu sogro, de quem lembro com saudades, designou qual seria o nosso quarto na casa. Sim, no primeiro momento viemos a dividir a casa com eles, meu sogro, sogra e duas cunhadas solteiras.
Um salto e tanto para quem dividia um apartamento somente com a mãe, um irmão e 6 gatos, mas algo extremamente valioso para mim, afirmo.
Minha sogra, que receberá um capítulo especial, foi isto mesmo, um capítulo a parte em minha vida.
Cheguei de surpresa, mudei toda a rotina da casa, ocupei um espaço que era dividido somente entre eles e mesmo assim, ela nunca se negou a fazer nada por mim, pelo contrário passou a me tratar como a um filho.
Coisas impensáveis, como quando precisei de marmitas para trabalhar, ela cozinhava a noite e separava para mim. Lavar minhas roupas, coisa que eu fazia há muito tempo sozinho, ela passou a fazer. Nem nesta vida e talvez nem na eternidade, conseguirei retribuir isto a ela. Ganhei uma mãe.
Minhas cunhadas, que eram adolescentes, tiveram que mudar de quarto, igualmente dividir o espaço delas com um estranho. Mas sempre foram muito amáveis comigo e sempre senti um carinho muito especial por elas. Realmente, ganhei duas irmãs. Um episódio a parte foi quando anunciamos que estávamos esperando a minha princesa. Ali percebi o quanto uma família fundamentada em amor é diferente, muito mais forte e unida. Minha esposa não podia nem sequer fazer menção de que iria realizar alguma tarefa, que uma das duas estava fazendo ou ajudando ela a fazer.
Meu sogro. Ele também marcou muito minha vida, mesmo no curto tempo em que tive o privilégio de conviver com ele.
Com ele “aprendi” a “patrolar” uma rua, esta era a profissão dele, também fizemos algumas reformas, conheci o machado a enxada a caixa de massa e os pesados baldes de massa.
Aprendi muito mais do que isso. Pude, graças a Deus, conviver com ele o tempo suficiente para ver como um pai trata um filho. Como um Homem deve agir em qualquer circunstância. Aprendi a como tomar certas decisões.
Mas o principal: aprendi o quanto um Pai presente faz diferença na família.
Infelizmente, também pude aprender quanto dói perder alguém tão especial e presente. Ele era perfeito? Não, com certeza, mas quem não erra? Saudades.
Quando nasceu a minha princesa, a festa estava feita. Eu era o que menos pegava ela no colo, até porque nunca tinha pegado nenhum bebê. Minha sogra e as duas cunhadas disputavam corrida cada vez que ela chorava no berço, quase sempre minha sogra levava vantagem. A Dinda ficou radiante. Deu o primeiro presente dela, um sapatinho branco, antes que soubéssemos se seria menina ou menino.
Neste meio tempo o namoro entre a Dinda e o Dindo, tornou-se para noivado e passei a conviver com os pais do Dindo também. Uma família abençoada, que em muito me ajudou. Eles também terão um capítulo especial.
Meus sogros frequentavam a igreja, mas o que mais me influenciou, mais me marcou, foi o exemplo, o testemunho e a conduta de minha sogra. Serva de Deus, obediente e fiel em tudo. Mãe presente e que nunca proferiu uma maldição sobre as filhas, nem tão pouco trouxe maldição para sua casa “reparando” nos filhos dos outros.
Para finalizar, foi este o caminho que Deus encontrou para que eu chegasse a Cristo. ELE me afastou do sofrimento de minha mãe, que veio a falecer enquanto eu já morava com meus sogros, permitiu que eu estivesse com minha esposa no momento em que ela perdeu o seu pai.
Deus permitiu também que meu sogro pudesse acompanhar toda a gravides de uma filha bem de perto. Também permitiu que minha filha, mesmo sendo um pequeno bebê de menos de um ano, nos ajudasse a passar pela perda de meu sogro.
Estou montando hoje o cenário de minha conversão. Em breve vou descrevê-la de forma mais detalhada. Até a próxima.

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