terça-feira, 14 de agosto de 2012

Nova Família.

Nova Família, fortuna incalculavelEstive pensando sobre esta postagem e resolvi contar um pouco como foi que conheci minha atual família.
Até aqui, contei sobre como e onde nasci, descrevi como era a estrutura familiar antes e depois da separação de meus pais, alguns capítulos em destaque sendo eles sobre meu avô, meu pai, padrasto, também sobre minha mãe e sobre a razão de minha vida, a minha esposa. Resolvi que seria oportuno contar, como foi ingressar numa família tão numerosa e tão distinta, e tão melhor, posso afirmar, da minha primeira família.
Com certeza não terei tempo e espaço suficientes para descrever em todos os detalhes.
 Mas vamos lá.
Assim que fomos morar juntos, não pensava em casar no papel. Não por não querer casar, mas por achar que não seria a assinatura de um papel que mudaria o que sentia e sinto pela minha esposa. Nunca me passou pela cabeça deixa-la ou viver uma aventura momentânea. Já desde muito antes, durante o nosso rápido namoro, já pude perceber que nossa relação, nossa união seria para a vida toda. Disso tenho certeza.
Em nenhum momento destes 11 anos me arrependi.
Como eu nunca tive esta experiência e tão pouco estava preocupado com o futuro, não toquei neste assunto por algum tempo. Fui perceber o quanto casar de papel passado, como se diz faria a diferença, quando, por ter sido mal interpretado, disse ao meu sogro por telefone que “estava me acostumando com a ideia do casamento”.

A frase ainda hoje me parece inofensiva, mas causou no meu sogro uma grande preocupação, do tipo “com que tipo de indivíduo minha filha foi se envolver, vai ficar com ela um tempo e largar”. Bom, como resultado, praticamente um mês sem que ele ligasse para sua filha, minha esposa, comigo então...
Íamos vivendo uma vida de casados, só nos faltava formalizar isto. Como eu não frequentava nenhum tipo de religião, e nem minha esposa, resolvemos casar no cartório. Não por pressão ou obrigação, até por que para mim as coisas estavam indo muito bem, e eu reafirmo, nunca tive nenhuma má intenção no que disse.
A alegria de meu sogro, e por consequência do restante da família voltou depois que anunciamos que estavam correndo os proclames e passado o prazo legal, estaríamos casando, e todos estavam convidados para a cerimônia no cartório e o almoço.
Até este momento, só havia conversado com meu sogro e sogra por telefone, além de vê-los em fotos. Fui conhecê-los pessoalmente na quarta-feira anterior ao casamento. Além do sogro e sogra, conheci as duas irmãs de minha esposa que ainda eram solteiras na época.
A primeira impressão é que eu estava entrando numa família totalmente diferente da minha, em muitos aspectos: uma família muito grande, num total de cinco filhas, muito próximos, um pai zeloso e presente, pessoas que gostavam e sabiam receber e hospedar visitas, acolhedores, amigos. Entre muitas outras qualidades.
Mas a principal e mais marcante diferença, perceptível de longe eram diferentes em algo que eu não sabia explicar. Perguntei para minha esposa o que os pais dela tinham que eram tão diferentes, e ela me disse que esta diferença deveria ser por serem evangélicos. Eu fiquei ali sem entender.
Enfim, como eu e minha amada não somos convencionais, casamos numa sexta-feira às onze da manhã a festa substituímos por um almoço numa das mais bem conceituadas churrascarias que conheço, em Floripa.
Chegamos atrasados, o juiz estava nos esperando há uma hora, mas mesmo assim não perdeu o bom humor, e fez uma bela cerimônia. O almoço foi excelente, ainda lembro-me do gosto daquela comida, deliciosa. Ótimos e inesquecíveis momentos.
À noite, para completar a cerimônia civil, meu sogro pegou a Bíblia, abriu num texto que não lembro, leu e orou por nós.  
Aqui começou a segunda mudança em minha vida. Eles logo foram embora, mas deixaram um sentimento muito bom em mim.
Comecei a querer entender o que era ser evangélico, que diferença isso fazia na vida deles, qual diferença faria na minha, queria saber se minha esposa também era, estava com a cabeça repleta de dúvidas.
O pouco que minha amada falava, no momento era o suficiente, mesmo que eu não entendesse a plenitude do que seria.
Mas isto fica para a próxima. 

2 comentários:

Joelma disse...

Para nós é uma grande honrra, termos você em nossa familia querido Mazzochi....

Mateus Emilio Mazzochi disse...

Oi Jô, sou muito grato a Deus que, pela Sua infinita misericórdia, me deu o grande presente que é fazer parte desta abençoada família. Pode ter certeza, ganhei 4 irmãs amadas, 4 irmãos igualmente amados, além de 1 sobrinho, 2 sobrinhas, 1 afilhado, uma mãe, uma filha, minha princesa e minha amada esposa. Tem como não ser plenamente feliz assim? Deus te abençoe.

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