sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Nas Mãos de Deus

Texto: Juízes 2.1-5 O Anjo do SENHOR subiu de Gilgal a Boquim e disse: “Tirei vocês do Egito e os trouxe para a terra que prometi com juramento dar a seus antepassados. Eu disse: Jamais quebrarei a minha aliança com vocês. E vocês não farão acordo com o povo desta terra, mas demolirão os seus altares. Por que vocês não me obedeceram? Portanto, agora lhes digo que não os expulsarei da presença de vocês; eles serão seus adversários, e os deuses deles serão uma armadilha para vocês”. Quando o Anjo do SENHOR acabou de falar a todos os israelitas, o povo chorou em alta voz, e ao lugar chamaram Boquim.
Deus continua investindo em nós mesmo que continuemos a seguir por caminhos diferentes dos originalmente idealizados por ELE para nossas vidas. Diferentemente de nós, que ao menor sinal de que alguém não esteja agindo conforme o que julgamos correto deixamos de confiar nesta pessoa.

I.                Panorama de Juízes 

O povo de Israel, agora já está de posse das terras prometidas por Deus aos seus antepassados. Não há mais um líder nacional depois da morte de Josué e o último patriarca, Jacó, também já descansou. Toda a estrutura patriarcal que existia, já estava ruindo antes mesmo de Jacó morrer. A união existente até então acaba, dando lugar a disputas, rivalidades entre as 12 tribos. Principalmente geradas por posse de terra.

A nova geração que agora herdou efetivamente a terra, não viveu a escravidão no Egito, nascera no deserto durante o longo período de peregrinações, e ao encontrarem habitantes em suas possessões começam a deslizar na execução do plano originalmente traçado por Deus.

II.            Ciclo Pecado, Juízo, Clamor, Libertação: 

Por aproximadamente 350 anos foi assim. O povo erra, prostrasse diante de outros deuses, Deus envia um opressor, o povo se arrepende clamando a Deus por misericórdia, e Deus então levante um Juiz para libertar o povo.
Foram seis opressores diferentes: Mesopotâmios, Moabitas, Filisteus, Cananeus, Midianitas e Amonitas.
14 juízes: Otniel, Eúde, Sangar, Débora, Gideão, Tola, Jair, Jefté, Ibsã, Elom, Abdom e Sansão. Depois Eli e Samuel.

Sua Graça nos BastaDeus se valeu de homens e mulheres normais, falhos e é tão difícil entendermos como ELE permitiu que estas pessoas fossem os escolhidos para libertar o povo da opressão. A esta altura o Espírito de Deus era derramado somente para os escolhidos por Deus. E a exemplo de Sansão, estas pessoas separadas agiam com leviandade, não tendo o compromisso necessário para usufruir tão grande graça.

III.       A infinita Misericórdia de Deus. Tua Graça nos basta

Parece fácil falarmos de Israel da época, apontando seus erros, dizendo que deveriam ter expulsado os cananeus do meio da terra. Mas hoje fazemos coisas muito parecidas, sempre temos algo que se põem entre Deus e nós. De mesma forma que o povo de Israel não conseguiu viver próximo ao pecado sem se corromper, nós também não conseguimos. Paulo alerta sobre isto muito bem, quando afirma que para vivermos neste mundo, precisamos de toda a armadura de Deus em Efésios 6.13-17.
Nas Mãos de Deus
Algo muito importante que podemos aplicar para nossas vidas hoje é o fato de que por mais que tentemos, não vamos conseguir controlar o pecado. Assim como aconteceu a Israel, acontece conosco, ao tentarmos “ir levando” as coisas como estão sempre acabamos errando e nos afundando ainda mais. Temos de lutar sem esmorecer para retirar tudo quanto está guardado em nossos corações e que servem unicamente para colocar barreiras entre nós e Deus.
Outra lição importantíssima que podemos retirar do livro de Juízes, é que nem sempre as provações e lutas que passamos servem para nossa destruição. Pelo contrário, Deus permite certas lutas e dificuldades para que reconheçamos que estamos andando por caminhos errados e que voltemos a buscar Dele a solução.
Por Seu infinito amor, Deus mesmo nos vendo errando, sempre atende ao nosso clamor.
Sua misericórdia é tão grande, que Seu filho Jesus nasceu para morrer por todos. Cabe a nós então, dedicarmos a ELE toda nossa fidelidade e devoção para que o seu amor para conosco seja sempre correspondido.
Jesus abriu a porta para que pudéssemos nos reconciliar com Deus. Diferentemente do tempo dos Juízes, hoje, o Espírito Santo de Deus está disponível para todos os que o buscarem, e reconhecerem que Jesus e só Ele é o caminho para a salvação. Ao nos arrependermos sinceramente de todo o coração, Ele nos estende as mãos, nos resgatando de uma vida repleta de erros.

Conclusão:

Nossas vidas são contempladas por Deus, Ele habitou entre nós na pessoa de Jesus e conhece nossas limitações. Deus sabe que não estamos livres de errar.
Jesus
Cabe a nós procurarmos diligentemente retirar os entulhos que por muitas vezes guardamos por muitos anos dentro de nossos corações, ódio, inveja, ira, remorso, desilusões e a cada dia procurar nos aproximarmos de Jesus.
Jesus não rejeita ninguém. Nós por muitas vezes julgamos antecipadamente e dificilmente mudamos nosso julgamento, mas Jesus não; Ele nos aceita como somos.
E o melhor de tudo é que Jesus começa, Ele mesmo, a nos mostrar onde estamos errando, no que podemos melhorar e nessa “limpeza” Ele é o primeiro interessado e nos ajuda. Não importando o tamanho de nossos problemas, dificuldades, limitações ou falhas.

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