terça-feira, 19 de março de 2013

Instrumentos nas Mãos de Deus Parte 2

Texto: Juízes 6.12: Então o anjo do SENHOR lhe apareceu, e lhe disse: O SENHOR é contigo, homem valoroso.
A vida de Gideão é descrita no livro de Juízes capítulos 6 a 8.
Após ter se colocado nas mãos de Deus inteiramente, Gideão realizou uma tarefa que antes não imaginaria ser tão importante; derrubou o altar a Baal. Este foi o primeiro grande passo para a conclusão do plano de Deus em sua vida, que seria libertar Israel. Deus nos mostra que não está preocupado com nossas capacidades, medos ou estratégias para solucionar problemas, o que Deus quer de cada um de nós é uma completa dependência e total confiança Nele e que retiremos de nossos corações tudo o que esteja se colocando entre nós e ELE.
Libertar o povo

Deus mostrou que estava com Gideão, mas assim mesmo ele pediu para Deus lhe dar mais duas provas de que seria com ele contra os midianitas. Deus fez muito mais do que isto. Estando inteiramente dependentes de Deus, ELE se encarrega de cuidar de tudo o que for necessário para nossas vidas.

Provas:

  1. Se hás de livrar Israel por minhas mãos como tens dito...

  1. Gideão pede para que o velo de lã amanheça molhado enquanto ao redor esteja seco. Deus concede que aconteça como Gideão pediu.
  2. Ainda assim Gideão pede que o novelo de lã amanheça seco e ao redor haja orvalho e Deus assim faz.
  3. Deus está atento ao nosso clamor e entende quando temos receio e medo para realizar algo, ELE conhece nossa estrutura, pois já habitou entre nós na pessoa bendita de Jesus Cristo.

Muitas vezes nos encontramos em meio a problemas e passamos a buscar soluções humanas para resolvê-los. Assim aconteceu também com Gideão. Sua história nos ensina que devemos sim buscar saídas, e estarmos dispostos a lutar.

Mas a forma como Deus fará será surpreendente.

O exército:

  1. Ao separar 32.000 homens para montar seu exército, Gideão estava procurando uma forma humana para não perder a guerra.
  2. Deus lhe pede para despedir os covardes e medrosos e Gideão vê seu exército diminuir para 10.000 homens.
  3. Mais um teste e somente os que trouxeram com a mão água até a boca ficam. Este é o exército que Deus separou para vencer a guerra, 300 homens.
  4. Quando conseguimos entender que nossos medos e nossa forma falha para resolver os problemas devem ser submetidos à vontade de Deus, conseguiremos alcançar grandes resultados.
  5. Deus não precisa de nossa ajuda, mas sim de nossa submissão e obediência.

Ao passarmos pelas tribulações da vida, nas quais, nos vemos como os menores ante nossos adversários, Deus nos faz entender que para Ele ser o menor não significa que estamos menosprezados ou esquecidos e é justamente nas nossas fraquezas que ELE opera, e faz com que todos saibam que ELE é quem nos dá a vitória.


O sonho do pão de cevada;

  1. Ainda assim Gideão não se sente plenamente convicto de que teria vitória.
  2. Deus então pede para que ele desça ao acampamento onde ouve o relato de um sonho que um soldado midianita teve e compreende enfim que Deus dará os midianitas em sua mão.
  3. O sonho que Gideão ouve é sobre um pão de cevada que desce rodando e passa por cima de todo o acampamento do exército midianitas. Os próprios inimigos confirmam e interpretam que Deus está entregando a vitória a Gideão.
  4. A cevada era um grão de baixo preço, tinha um valor muito inferior ao do trigo. Nada mais surpreendente que um pão feito com o grão mais simples e menos valorizado destruir um enorme exército.
  5. Deus estava mostrando que para ELE o menor tem sim muito valor.
  6. Mostrou também que em breve do céu desceria o pão da vida, Jesus, vindo tão simples nascido numa estrebaria, menosprezado pelos homens, mas tão valioso que seu sacrifício vicário, nos livra da morte eterna.

A batalha foi ganha sem que fosse preciso lutar. As instruções foram claras e cumpridas a risca.

A batalha:

  1. Trezentos homens com buzinas, cântaros e tochas;

  1. Os homens foram divididos em três grupos de cem;
  2. Obedecendo a ordem de Gideão primeiro tocavam as buzinas;
  3. Depois quebravam os cântaros;
  4. E agitavam as tochas;
  5. Existem muitas simbologias sobre os elementos utilizados, a que eu mais gosto é a seguinte:
  6. Primeiro clamamos a Deus (tocar a buzina) é Dele que vem nosso livramento, não adianta contarmos para outras pessoas, só Deus pode resolver qualquer adversidade;
  7. Quebrar os cântaros nos fala em nos humilharmos debaixo das mãos de Deus, para que enfim brilhe em nós a chama do Espírito Santo;
  8. Por fim agitar as tochas mostra claramente que um vaso de barro como somos pode conter em si algo precioso o Espírito Santo, uma chama que nos mantém em pé e nos faz vencer.
  9. Depois de realizar estes três passos, Deus fez com que uma confusão muito grande e um pavor tamanho se apoderassem do inimigo que Gideão não precisou desembainhar sua espada.

Deus luta por nós, mesmo que sejamos fracos, falhos e por muitas vezes pensarmos estar sós ELE, contudo nunca nos desampara, e ao final da provação nos dará a vitória.

Conclusão:

Sempre que nos dispusermos a, de todo o coração, entregarmos nossos problemas, dificuldades, tribulações e lutas nas mãos de Deus e confiarmos que a forma pela qual Deus nos trará a vitória é a melhor então estamos prontos para receber nossas bênçãos.
Temos que primeiramente nos livrar das amarras, tudo o que nos impede de 
estar com um coração totalmente voltado para Deus.

Como conseguir isto? Estando dispostos a experimentar uma vida de intima comunhão com o Espírito Santo, conversar com Deus em oração, entender que somos pecadores, fracos e falhos, mas que mesmo assim Deus não nos desampara e está sempre próximo para nos amparar.
Deus tem grandes coisas para os que o temem e o adoram, não só uma vida eterna repleta de gozo, mas também durante nossa vida aqui na Terra, Deus tem um enorme prazer em nos dar vitória.

Se tão somente confiarmos Nele e em Seu poder.

Continua...

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